Keiko Fujimori é detida por suposta lavagem de dinheiro no Peru

Ela é filha do ex-presidente e líder do partido Força Popular

Publicado em 10/10/2018 - 14:40 Por Agência EFE - Brasília

A presidente do partido opositor peruano Força Popular, Keiko Fujimori, foi detida hoje (10) por ordem do juiz Richard Concepción Carhuancho, a pedido da Promotoria Especializada em Lavagem de Dinheiro do Peru. Ela é filha do ex-presidente peruano Alberto Fujimori e foi deputada do Congresso do país entre 2006 e 2011.

Imagens do Canal N de televisão mostraram como Keiko foi detida, após comparecer ao tribunal para ser interrogada dentro de uma investigação por suposta lavagem de dinheiro junto com seu marido, o americano Mark Vito, que não foi detido.

O juiz Carhuancho aceitou o pedido da promotoria e ordenou uma "detenção preliminar" durante dez dias para Keiko e outras 19 pessoas, entre elas os ex-ministros Jaime Yoshiyama, Augusto Bedoya e supostos intermediários em pagamentos da Odebrecht à campanha eleitoral de Keiko.

A resolução judicial detalhou que a decisão foi tomada devido à evidência de "grave perigo de fuga" de Keiko Fujimori, que integra uma organização criminosa no interior do partido político Força 2011 – hoje Força Popular.

Ainda segundo a decisão judicial, essa suposta organização criminosa "tinha como objetivo obter poder político e, por consequência, ter um nível de influência e interferência no Poder Legislativo e no Poder Judiciário".

A advogada de defesa Giuliana Loza confirmou a detenção de sua cliente e disse que se trata de "uma resolução arbitrária e abusiva", porque sua cliente tinha comparecido ao tribunal em "estrito cumprimento" das ordens judiciais.

"É uma resolução que não tem sustentação alguma, sem argumento algum", enfatizou a advogada em declarações ao Canal N, antes de acrescentar que se trata de "uma medida sem fundamento" porque se baseia no fato de Keiko ser a líder do partido Força Popular.

Além disso, Loza disse que estão sendo realizados os trâmites regulamentares da ordem de detenção, o que implica a transferência de Keiko para a sede da Direção de Investigação Criminal (Dirincri) da Polícia Nacional, no centro histórico de Lima.

Keiko e Vito são investigados por lavagem de dinheiro pelas contribuições econômicas recebidas por suas campanhas eleitorais em 2011 e 2016, que incluem receitas recebidas em supostos financiamento irregular da Odebrecht.

Tanto Marcelo Odebrecht como seu ex-representante no Peru, Jorge Barata, disseram aos promotores peruanos que a construtora forneceu recursos para a campanha de Keiko, que negou reiteradamente ter recebido esse dinheiro.

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