Líder diz que não apresentará emenda à MP da Reforma Administrativa

Coaf deve permanecer na Economia a pedido de Bolsonaro

Publicado em 28/05/2019 - 16:26 Por Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil - Brasília

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), disse hoje (28), que o partido não apresentará destaques para alteração do texto da Medida Provisória (MP) 870, que deve será apreciada nesta tarde pelo plenário da Casa. A MP, que trata do redesenho administrativo do governo Jair Bolsonaro, expira na semana que vem e o Palácio do Planalto tem pressa para garantir a aprovação do texto como foi votado na Câmara dos Deputados.

Caso haja alguma alteração, a medida volta para análise na Câmara. Se isso ocorrer, o governo corre o risco de ver a norma caducar e a Esplanada voltará a ter a mesma estrutura do governo anterior, com 29 ministérios, em vez das atuais 22 pastas.

Reunião de líderes partidários no Senado
Líder do PSL no Senado, senador Major Olímpio, diz que não apresentará amendas à MP 870 - Arquivo/Agência Brasil

Os senadores do PSL, partido de Bolsonaro, estiveram no Palácio do Planalto no início desta tarde e ouviram do presidente o pedido para que validem o texto dos deputados na votação no Senado.

A versão da Câmara enfrenta resistências entre os senadores, já que o texto aprovado deixa o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério Economia. Um grupo de senadores, do qual faz parte o próprio Major Olímpio e o líder do Governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), defendem que o órgão permaneça sob a responsabilidade do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, como originalmente propôs o governo.

De acordo com o Major Olímpio, a bancada vai atender ao clamor do governo, apesar de entender que, com o Ministério da Justiça, o órgão seria mais útil e mais utilizado, principalmente no combate à corrupção, à lavagem de dinheiro, ao crime organizado, às facções criminosas e milícias.

O senador Major Olímpio disse que além do pedido do presidente, foi contatado pelos ministros Sergio Moro e Paulo Guedes, que manifestaram a necessidade de garantir a nova estrutura administrativa, e disseram que o deslocamento do Coaf para seu local originário não vai afetar ou vai afetar pouco o trabalho desenvolvido pelo órgão.

Edição: Fernando Fraga

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