Há dez dias o governo federal decretava estado de emergência para socorrer o povo Yanomami, em Roraima. De 2019 a 2022 foram registradas 570 mortes de crianças dessa etnia. Mas os dados podem estar subnotificados e os números podem sair ainda maiores. A comitiva que chegou ao estado neste domingo (29) vai apurar detalhes da situação Yanomami para traçar as próximas ações de socorro. E apurar responsabilidades sobre o caso. Como explica o secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente, Ariel de Castro.
Pela manhã, a comitiva federal se reuniu com lideranças indígenas Yanomami. À tarde, o encontro foi com membros do governo estadual de Roraima. Um dos objetivos da missão é apurar o impacto do avanço do garimpo nas terras Yanomami. Em dezembro de 2022 a área de garimpo na terra indígena alcançou 5 mil hectares. Um crescimento de 300% em relação a 2018. Para a secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Rita Oliveira, a situação exige medidas urgentes, principalmente em relação às crianças e adolescentes.
Também foi realizada nesta segunda-feira (30) uma audiência pública sobre a questão Yanomani. Além das reuniões de trabalho, nos próximos dias, o ministério vai mapear os equipamentos públicos locais e as condições para receber o apoio federal. A comitiva fica em Roraima até a próxima quinta-feira (02).

Ana Graziela Aguiar - Repórter da TV Brasil
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