Na Rússia, técnicos da Anvisa avaliam fabricação da Sputnik V

Publicado em 19/04/2021 - 21:12 Por Victor Ribeiro, Repórter da Rádio Nacional - Brasília

Duas equipes da Anvisa começaram, nessa segunda-feira, uma série de visitas às fábricas da vacina Sputnik V, na Rússia. Uma delas está na cidade de Vladimir, onde funciona a empresa JSC Generium, e a outra está em Ufa, na sede da UfaVita. Até sexta-feira, os técnicos inspecionam o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação, como as produções da vacina e da matéria-prima, além do envase e da rotulagem.

E, também hoje, o Instituto Gamaleya, que desenvolve a Sputnik V, e o Fundo Soberano Russo, que negocia a vacina com outros países, atualizaram os dados de eficácia. De acordo com uma pesquisa feita com os primeiros 3 milhões e 800 mil russos vacinados, a eficácia da vacina chegou a 97,6%. Foi o primeiro estudo em larga escala feito sobre a Sputnik V, de dezembro do ano passado até março deste ano. Não ocorreu nenhum registro de alergia ou reação grave à vacina e, quem contraiu covid-19 depois das duas doses, não morreu, nem precisou ser internado.

Em um estudo com pouco mais de duas mil pessoas, feito de setembro a novembro do ano passado e publicado pela revista The Lancet, a vacina tinha 91,6% de eficácia. Naquela época, também não houve necessidade de internar os vacinados que pegaram covid-19 e ninguém morreu por causa da doença.

A Sputnik V é ministrada em duas doses, com intervalo de três semanas e pode ser conservada em refrigeradores mais simples, com temperaturas de 2 a 8 graus positivos. É uma vacina que usa a técnica chamada de adenovírus recombinante, que usa vírus que não se multiplicam, mas fazem as defesas do nosso corpo pensarem que é o coronavírus. Daí, são produzidos anticorpos para termos resposta mais rápida se formos infectados. É a mesma técnica da vacina de Oxford e AstraZeneca, que a gente já usa no Brasil, por meio da Fiocruz.

De acordo com o Fundo Soberano Russo, a Sputnik V já tem uso autorizado em 60 países, como Argentina, México, Venezuela, Bolívia, Egito, Angola, Índia e Filipinas, além da própria Rússia, onde outras duas vacinas desenvolvidas no país também estão em uso.

Edição: Raquel Mariano/ Beatriz Arcoverde

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