Ministério lança campanha contra infecções sexualmente transmissíveis

Publicado em 31/10/2019 - 16:13 Por  Agência Brasil - Brasília

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (31) uma campanha exclusiva para prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) focada nos jovens entre 15 e 29 anos e que visa conscientizar sobre o uso de preservativos com filmes e cartazes que mostram as reações das pessoas ao verem fotos dos sintomas. As peças começam a ser veiculadas no dia 1º de novembro.

As principais doenças abordadas na campanha são herpes genital, sífilis, gonorreia, HIV, HPV, hepatites virais B e C, cancro mole e clamídia. Os sintomas incluem feridas, corrimentos e verrugas no ânus e nos órgãos genitais.

De acordo com a pasta, as ISTs aumentam em até 18 vezes a chance de a pessoa ser infectada pelo HIV e têm impacto direto na saúde reprodutiva e infantil, pois podem provocar infertilidade e complicações na gravidez e no parto, além de causar morte fetal e agravos na saúde da criança.

O lançamento foi feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O slogan “Sem camisinha você assume o risco” quer mostrar as consequências do sexo sem proteção. Segundo o ministério, a ideia é fazer com que os jovens conheçam as doenças e seus sintomas, pois o diagnóstico precoce é mais fácil quando a pessoa conhece a doença.

A ação terá depoimentos reais de pessoas que já tiveram alguma infecção sexualmente transmissível e falam sobre como pegaram, como lidaram com essa experiência e mostra que mesmo que a pessoa infectada não tenha nem sinais e nem sintomas ela pode transmitir as doenças.

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são causadas por mais de 30 vírus e bactérias e a principal forma de transmissão é por relações sexuais sem preservativo, mas a transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.

De acordo com o ministério, o tratamento melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são ofertados de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Edição: Fábio Massalli

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