Indicador Antecedente da Economia atinge maior alta da série histórica

Índice subiu 0,4% em janeiro, fechando em 120,1 pontos

Publicado em 19/02/2020 - 12:51 Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) e pelo The Conference Board (TCB), subiu 0,4% em janeiro, fechando em 120,1 pontos, o nível máximo da série histórica.

O Iace é formado por oito componentes econômicos e tem o objetivo de antecipar a direção da economia brasileira no curto prazo. Segundo o Ibre/FGV, cinco indicadores contribuíram para a alta, com a maior influência provocada pelo Índice de Expectativas e do setor de Serviços.

Complementar ao Iace, também foi divulgado hoje (19) o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mede as condições econômicas atuais. O índice subiu 0,2%, atingindo 104,7 pontos em outubro.

Segundo o pesquisador do FGV IBRE Paulo Picchetti, a desaceleração nos indicadores da atividade econômica não se refletiu no indicador antecedente. “Os resultados do ICCE o do Iace em janeiro não apontam para uma reversão do ciclo de crescimento. O baixo patamar das taxas de juros e a retomada gradual do mercado de trabalho são os principais fatores por trás das expectativas de continuidade do ciclo de expansão”.

O Indicador Antecedente Composto da Economia para o Brasil foi lançado em julho de 2013. Ele permite uma comparação entre os ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões: China, Estados Unidos, zona do euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coreia, Espanha e Reino Unido.

Os componentes do Iace são: índices de Expectativas das sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor; Índice de produção física de bens de consumo duráveis; Índice de quantum de exportações; Índice de Termos de troca; Ibovespa; e Taxa referencial de swaps DI pré-fixada - 360 dias.

Já o ICCE é constituído pelo Índice de produção física da Indústria; Consumo de energia elétrica na indústria; Índice de volume de vendas do comércio varejista; Expedição de papel e papelão ondulado; Número de pessoas ocupadas; e Rendimento médio real do trabalho assalariado.

Edição: Valéria Aguiar

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