Força Nacional não coíbe ataques e empresas recolhem ônibus em São Luís

Em decisão conjunta, empresários e rodoviários decidiram recolher todos os ônibus que circulam em São Luís, no Maranhão, e interromper a prestação de serviço aos usuários de ônibus em toda a capital maranhense. A decisão foi anunciada após dois veículos terem sido incendiados, na manhã de hoje (1º). Os ônibus já estão sendo recolhidos.
Em nota a que a Agência Brasil teve acesso, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Maranhão (Sttrema) informaram que a medida visa a garantir a segurança dos usuários e dos trabalhadores. Se depender dos dois sindicatos, a operação só será normalizada depois que a governadora Roseana Sarney der garantias de que o estado oferecerá segurança ao sistema.
“Foi uma decisão do sindicato que representa os donos das empresas, mas que nós trabalhadores apoiamos. É uma situação em que a população também está com medo e já estão voltando para casa. Foram dois atentados em meia hora. A situação está complicada”, disse à Agência Brasil o presidente do Sttrema, Gilson Coimbra.
Os ataques desta manhã ocorreram apesar de policiais da Força Nacional de Segurança estarem patrulhando as ruas da capital e região metropolitana desde a última segunda-feira (29). Ao todo, 18 veículos já foram incendiados desde o início da última onda de incêndios, no sábado (20).
Segundo Coimbra, haverá uma reunião de emergência entre os representantes dos dois sindicatos e da cúpula da segurança estadual, nesta tarde, para definir se os ônibus voltarão a circular amanhã (2).
Procurado pela Agência Brasil, o governo do estado do Maranhão não se pronunciou sobre a suspensão dos serviços de transporte urbano.



