Justiça transfere 11 membros de grupos criminosos para presídio de Campo Grande

Publicado em 15/10/2014 - 14:20 Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil - Brasília

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dá entrevista sobre novas ações do Brasil Integrado no combate à violência e ao crime organizado.(Elza Fiuza /Agência Brasil)

Cardozo: quando membros de grupos criminosos são levados  para  instituições  federais,  a  ligação  deles com seus estados cai muitoElza Fiuza/Agência Brasil

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que 11 presos que integram organizações criminosas de Alagoas, do Ceará, da Paraíba e de Pernambuco foram transferidos hoje (15) para a Penitenciária Federal de Campo Grande. O objetivo é evitar que os detentos continuem comandando ações criminosas de dentro dos presídios.

“Nunca se comprovou que exista comunicação direta entre presos do sistema federal e as organizações criminosas. Nossa experiência e nossas análises de inteligência demonstram que quando presos de organizações criminosas são transferidos para presídios federais, cessa fortemente a ligação e o comando que eles têm com seus respectivos estados”, disse o ministro.

De acordo com Cardozo, ações de inteligência da polícia identificaram que os transferidos comandavam, de dentro dos presídios, crimes como assaltos a bancos.

O ministro disse que a transferência dos presos foi feita de forma integrada entre o governo federal e os estados e que foram usados centros integrados de comando e controle, a exemplo do que ocorreu durante a Copa do Mundo, disputada no Brasil no período de 12 de junho a 13 de julho deste ano.

A transferência é a segunda ação pós-Copa do Programa Brasil Integrado. A primeira foi a atuação articulada de combate ao crime organizado realizada nos estados do Nordeste, em setembro. Entre os dias 2 e 4 de setembro, a operação apreendeu 5,2 toneladas de explosivos e fez 374 prisões.

Cardozo informou que, nos próximos dias, outras ações do Brasil Integrado serão executadas. “Já temos planejamento com outras regiões para que possamos construir a cultura da integração das ações policiais, que é peça-chave para o combate da criminalidade e do crime organizado no país.” 

Edição: Nádia Franco

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