Indústria química global discute inovações sustentáveis em evento internacional

Publicado em 08/11/2016 - 17:58 Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

A indústria química global está preocupada com a sustentabilidade e o tema deve ser debatido nos próximos dias durante a Feira Internacional de Fornecedores da Indústria Química e de Processos (TeQ 2016), maior evento mundial do setor, que ocorre pela primeira vez na América Latina, no Rio de Janeiro.

Segundo o gerente da Área de Inovação e Tecnologias Renováveis da Braskem, Roberto Werneck, o Brasil, rico em recursos naturais renováveis, tem um papel importante na busca de soluções mais sustentáveis para a indústria química, principalmente em relação ao combate à mudança do clima.

Werneck disse que uma das estratégias é buscar processos diferentes para produzir coisas já conhecidas, a partir de matérias renováveis. A substituição do polietileno – plástico usado para embalagens –  por um produto feito a partir do etanol, o chamado plástico verde, é um exemplo desse avanço tecnológico gerado no Brasil. O polietileno verde já é usado atualmente na estação espacial para fazer impressão em 3D. “Essa é uma solução onde você usa a inovação do processo para chegar a um material conhecido de outra forma”.

Outra possibilidade de inovação citada por Werneck é a busca de novas substâncias químicas ou novas soluções para resolver problemas, como a descoberta de um novo material que pese menos, o que reduz o custo de combustível no transporte do produto de um lugar para outro. Outras alternativas, segundo o executivo da Braskem, são aumentar a resistência física do material ou desenvolver medicamentos ou fertilizantes que sejam mais efetivos. “Essa é uma área também muito forte de inovação em que está havendo discussão no congresso”, disse.

Etanol

Em relação à produção de combustíveis renováveis, Werneck destacou a experiência brasileira de fabricação de etanol de cana-de-açúcar, mas disse que a indústria precisa crescer e continuar a se desenvolver, apesar do desafio econômico grande. “A gente tem que otimizar todos os processos para conseguir chegar ao ponto que a indústria do petróleo chegou depois de décadas de investimento.” Segundo o executivo, é necessário um trabalho articulado entre institutos de pesquisa, governo, universidades e indústria para estimular o setor.

A TeQ 2016 vai até quinta-feira (10) e vai abordar cinco temas principais, que serão discutidos por especialistas brasileiros e estrangeiros: bioeconomia, biorrefinaria, cosméticos e química verde, matérias-primas brasileiras e agrobusiness. O evento é organizado pela Sociedade para Engenharia Química e Biotecnologia da Alemanha (Dechema).

Edição: Luana Lourenço

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