Chefe da missão da OEA visita locais de votação em Brasília

Publicado em 07/10/2018 - 10:13 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil - Brasília

Durou cerca de dez minutos a visita feita pela chefe da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Laura Chinchilla, a um dos locais de votação em Brasília. Com mais de 40 integrantes distribuídos por 12 estados e o Distrito Federal, a comitiva está no Brasil para observar o funcionamento das urnas eletrônicas, a organização do processo eleitoral, bem como o acesso dos eleitores aos locais de votação.

A chefe da missão - que é também ex-presidente da Costa Rica - disse que a maior preocupação da entidade é com as fake news [notícias falsas] veiculadas via redes sociais.

Segundo ela, a missão está identificando boas práticas, no sentido de evitar ou amenizar os efeitos das fake news, para, depois, compartilhá-las com os países.

Durou cerca de dez minutos a visita da chefe da missão da OEA, Laura Chinchilla, a um dos locais de votação em Brasília. A comitiva busca observar o funcionamento das urnas, a organização do processo eleitoral e o acesso dos eleitores.
Durou cerca de dez minutos a visita da chefe da missão da OEA, Laura Chinchilla, a um dos locais de votação em Brasília. A comitiva busca observar o funcionamento das urnas, a organização do processo eleitoral e o acesso dos eleitores. - José Cruz/Agência Brasil

“A preocupação que mais tememos, após manifestações de diferentes setores, é o tema das fake news, fenômeno recente que não ocorre apenas no Brasil. Em especial sobre o impacto que elas tiveram nos dias anteriores e sobre a [influência delas na] percepção do processo, das instituições e da forma de se fazer campanha”, disse Chinchilla ao deixar o local de votação visitado, no Centro Universitário de Brasília.

De acordo com a representante da OEA, esse tipo de problema já foi identificado no Brasil. “Mas identificamos também esforços importantes para neutralizar os efeitos que as fake news podem causar”, ponderou.

Chinchilla chegou ao Centro Universitário de Brasília pontualmente às 8h. Logo na primeira seção testemunhou a falha do sistema para o reconhecimento, pelo sistema biométrico, de um eleitor.

Segundo a presidente da primeira seção visitada por Chinchilla, Gênese Trintinaglia, essa dificuldade era esperada. “Nesse caso, é comum o não reconhecimento porque se trata de uma pessoa idosa, com a pele dos dedos mais enrugadas. Mas bastou que se apresentasse um documento com foto e a assinatura para que ele pudesse votar”, disse a presidente da sessão.

Os observadores apresentarão, após a conclusão dos trabalhos de observação, um relatório contendo recomendações para os próximos pleitos. O documento será encaminhado às autoridades brasileiras e, depois, ao Conselho Permanente da OEA.

Desde a primeira missão, na Costa Rica, em 1962, a OEA já enviou 250 missões a 27 países, entre eles, os Estados Unidos e o México.

 

Edição: Lílian Beraldo

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