Estudante picado por cobra naja no Distrito Federal deve sair da UTI

Espécie é exótica, originária da África e da Ásia

Publicado em 10/07/2020 - 12:08 Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Uma cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília está no Zoológico da capital federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai consultar instituições habilitadas, como outros zoológicos e centros de pesquisa, sobre o interesse em receber a cobra.

De acordo com o zoológico, trata-se de um animal de alto risco, por ser uma das espécies mais venesos, e por não ter, até o momento, em território nacional, soro antiofídico. A naja não é nativa do Brasil e é encontrada na Ásia e na África. Não é permitido a posse deste tipo de animal em cativeiro no país.

O estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, foi picado pelo animal em situação que ainda está sendo apurada. Ele deve receber alta neste sábado (11) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular, na cidade do Gama, localizada a 37 km de Brasília. 

Ontem, Pedro Henrique teve o suporte ventilatório retirado e acordou do coma induzido.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O Zoo de Brasília recebeu, ontem (8), um exemplar da serpente naja de monóculo, espécie originária da Ásia. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O indivíduo foi resgatado pelo Ibama após um grave acidente, no Distrito Federal, envolvendo um estudante de medicina veterinária. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Trata-se de um animal de alto risco, por ser uma das espécies mais perigosas em relação à peçonha, e por não ter, até o momento, em território nacional, soro antiofídico. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ressaltamos ainda que, exceto ser extremamente necessário, nenhum manejo será feito com a serpente, visando a segurança tanto da equipe quanto do animal. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O Zoológico de Brasília lamenta o ocorrido e se solidariza com a família e os amigos da vítima. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ No vídeo, o diretor de répteis do Zoo, Carlos Eduardo Nóbrega, explica um pouco sobre a espécie.

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Histórico

Ele foi picado na terça-feira (7), na casa onde mora no Distrito Federal. Segundo investigações da Polícia Civil, o jovem criava e mantinha o animal em residência sem permissão.  

A multa aplicada pelo Ibama nesses casos pode variar entre R$ 500 e R$ 5 mil, e ser aplicada ao criador ou ao proprietário da residência onde estava o animal.

O soro antiofídico necessário para a anulação do veneno veio pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e chegou a Brasília na noite de terça-feira. Ele estava estocado para eventuais acidentes com pesquisadores que realizam estudos com o animal na instituição, como informou o Butantan por meio de nota oficial.

Ontem, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental encontrou, em uma área rural de Planaltina, que fica a cerca de 40 quilômetros de Brasília, mais 16 serpentes escondidas em caixas. Segundo a corporação, a descoberta têm relação com a naja encontrada anteriormente.

A operação foi motivada por uma denúncia anônima. O dono da chácara onde as serpentes foram encontradas informou que não sabe como os animais foram parar ali. As serpentes também serão encaminhados ao Ibama.

 

Edição: Kleber Sampaio

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