Coreia do Sul é fonte de inspiração para o Brasil, diz chanceler

Sulcoreanos sinalizam investimentos com o Mercosul

Publicado em 03/09/2019 - 17:09 Por José Romildo, Repórter da Agência Brasil - Brasília

“A Coreia do Sul é fonte de inspiração permanente para o Brasil”, disse nesta terça-feira (3) o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, ao participar da celebração da passagem dos 60 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Ele afirmou que a inspiração brasileira se deve sobretudo ao brilhante desempenho coreano em dois quesitos: inovação tecnológica e educação.

De acordo com Araújo, este mês as duas nações realizam mais uma rodada de negociações visando a conclusão de um Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e aquele país asiático. Segundo ele, a percepção do mercado de que o acordo é iminente já está trazendo resultados concretos para o Brasil, por meio da sinalização de empresas coreanas de que haverá aumento de investimentos no Brasil.

Estiveram presentes ao seminário o embaixador coreano no Brasil, Chan-Woo Kim, e o vice-ministro de Assuntos Econômicos da Coreia do Sul, Yun Kang-hyeon. Kim disse acreditar que o acordo Mercosul-Coreia deverá ser fechado em meados de 2020.

Líder em inovação

Já Kang-hyeon lembrou que a República da Coreia é o país líder em tecnologias avançadas como semicondutores e TI (tecnologia da informação). Ele observou também que a Coreia foi o primeiro país a lançar o serviço comercial de 5G no mundo.

O  Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon,  durante debate sobre os 60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Coreia do Sul.
O Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon, durante debate sobre os 60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Coreia do Sul. - José Cruz/Agência Brasil

“Considerando que o Brasil é detentor de competitiva vantagem tecnológica na agricultura, na indústria da aviação e na ciência espacial, acredito que nossos dois países poderão lograr uma cooperação de mútuo benefício”, disse.

Para ele, essa cooperação levará os dois países a se prepararem para a próxima etapa tecnológica, também conhecida como a quarta revolução industrial.  “Nesse sentido, este seminário será uma boa oportunidade para se dar um poderoso impulso e promover, entre os dois países, uma relação orientada para o futuro”.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto de Araújo, e o Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon, durante debate sobre os 60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Coreia do
O ministro, Ernesto de Araújo, e o Vice-ministro de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia, Yun Kang Hyeon - José Cruz/Agência Brasil

Por seu desempenho tecnológico e por sua poderosa indústria, a República da Coreia ocupa hoje a quinta posição no ranking das importações brasileiras. De janeiro a julho deste ano, o Brasil importou US$ 2,86 bilhões do país asiático. Já as exportações atingiram US$ 1,73 bilhões. Com isso, o comércio bilateral apresenta um déficit de US$ 1,12 bilhão para o Brasil. Já no ranking das exportações, a Coreia do Sul ocupa a 16ª posição.

Mercosul

Ao falar sobre os recentes acordos assinados pelo Mercosul com a União Europeia e com o EFTA (bloco de países compostos por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), o chanceler Ernesto Araújo disse que o Brasil está muito empenhado em “reconstruir sua presença no mundo”.

Segundo ele, a presença brasileira no mundo foi abalada por um longo período de estagnação. “Não foi simplesmente estagnação econômica, foi também de ideias e de autoconfiança”, disse. Para ele, o Brasil já venceu essa inércia e essa timidez. “A Coreia deve ser um parceiro fundamental para comércio e investimentos nessa nova reinserção internacional”, disse o ministro Ernesto Araújo.

O seminário sobre os 60 anos das relações Brasil-República da Coreia foi realizado no auditório do Instituto Rio Branco. A organização do evento ficou a cargo da Fundação Alexandre de Gusmão, da Embaixada da Coriea e do Itamaraty. 

Edição: Augusto Queiroz

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