Nova Zelândia declara estado de emergência por coronavírus


A Nova Zelândia declarou hoje estado de emergência, quando o país se prepara para entrar hoje em confinamento obrigatório, durante um mês, devido à pandemia de covid-19.
A declaração dá temporariamente à polícia e aos militares poderes extraordinários, depois de ter sido decretado,na segunda-feira (23), a suspensão de negócios e atividades públicas não essenciais, como escolas, restaurantes e eventos esportivos.
Supermercados, farmácias e centros de saúde vão continuar abertos no país, que registra agora 205 casos de infeção pelo coronavírus.
Além do estado de emergência, a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, anunciou que os cidadãos de regresso ao país, que mostrem sintomas de covid-19, ficarão em isolamento em instalações designadas pelas autoridades.
"Hoje tenho uma única e simples mensagem para os neozelandeses, à medida que se aproximam as próximas quatro semanas: fiquem em casa", declarou.
Ficar em casa "vai quebrar a cadeia de transmissão e salvar vidas", salientou Ardern, que na semana passada tinha anunciado a proibição de entrada no país de turistas estrangeiros.
Na segunda-feira (23), a primeira-ministra afirmou, em entrevista, que sem essas medidas o número de infectados duplicará a cada cinco dias, os serviços de saúde serão inundados de pacientes e "dezenas de milhares de neozelandeses morrerão".
As exceções ao isolamento obrigatório são funcionários de serviços essenciais, pessoas que vão comprar alimentos e que façam exercício solitário.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.
O Continente Europeu é onde surge atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com maior número de mortes - 6.820 em 69.176 casos.
Depois da Itália e da China, os países mais afetados são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infecções, o Irã, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 1.100 mortes (22.300 casos), e os Estados Unidos, com cerca de 600 mortes (mais de 50 mil casos).
O Continente Africano registrou 58 mortes devido ao novo coronavírus, aproximando-se dos 2 mil casos em 45 países e territórios, segundo as estatísticas mais recentes.
Vários países adotaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o fechamento de fronteiras.
*Emissora pública de televisão de Portugal


