Nova Zelândia anuncia fim da transmissão local comunitária de covid-19

País retoma rotina com a volta de 400 mil trabalhadores às atividades

Publicado em 30/04/2020 - 16:59 Por Agência Brasil - Brasília

A Nova Zelândia é o primeiro país do mundo a eliminar a transmissão comunitária do novo coronavírus. Segundo Jacinda Ardern, primeira-ministra do país, todos os casos de transmissão voluntária foram detectados na região com sucesso, e não há nenhuma disseminação generalizada em curso. “Venceremos essa batalha, mas devemos permanecer em vigilância para continuarmos assim”, afirmou Jacinda.

“Eliminação não significa zero casos. Significa zero tolerância para novos casos e zero contaminação comunitária”, afirmou a premiê.

Ainda no mesmo anúncio, o diretor geral de saúde do país, Ashley Bloomfield,  informou que os casos ativos de covid-19 estão na casa de um dígito, e que há esperança de chegar a zero nos próximos dias.

O país estabeleceu níveis de restrição de circulação de pessoas e de isolamento social. Até o início da semana, o “nível quatro” - restrição absoluta de circulação - estava em vigor. Jacinda Ardern anunciou em redes sociais o relaxamento das medidas, mas sem comprometer os cuidados sanitários. Segundo a premiê, não é de forma alguma “uma volta à normalidade”, mas “um movimento cauteloso para níveis onde a vida parece mais normal, sem perder as vitórias ou retroceder”, afirmou.

Com o relaxamento, o país passa a adotar o “nível três” de alerta para o novo coronavírus. Isso significa que 400 mil trabalhadores de atividades essenciais, como infraestrutura, construção civil, transporte, segurança e saúde voltarão à ativa. Restaurantes e empresas privadas também estão autorizados a funcionar, mas ainda em alerta para medidas sanitárias e com respeito ao distanciamento social. Shoppings centers permanecerão fechados.

Número de casos

A Nova Zelândia registrou 19 mortes e 1.469 casos de covid-19 desde a declaração de pandemia. O país conta com 4,8 milhões de habitantes e adotou duras medidas de restrição para viagens e circulação de pessoas. A Nova Zelândia também foi um dos países que decidiu fechar completamente as fronteiras e colocou em prática a testagem e o monitoramento de todos os viajantes e rastreamento de pessoas relacionadas.

Durante o discurso de anúncio, Jacinda Ardern atribuiu o baixo número de casos à dureza e eficácia das ações iniciais. Veja na íntegra:

Medidas econômicas

Para suportar a crise econômica gerada pela pandemia, o governo neozelandês criou um pacote chamado “Mantenha a Nova Zelândia Trabalhando”. Entre as medidas estão a criação de 35 centros de encaminhamento para vagas ociosas de trabalho e um auxílio semanal de NZ$ 585,80 - equivalente a cerca de R$ 1.955,70 - para trabalhadores de período integral (mais de 20 horas semanais) e NZ$ 350 - equivalente a R$ 1.168,50 - para trabalhadores de meio período (até 20 horas semanais).

O país criou, ainda, um portal institucional para interessados em retomar o emprego com intermédio do governo.

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As we entered into level three this week, roughly 400,000 people also went back to work. Our goal is to keep moving cautiously to alert levels where life feels a bit more normal, but without losing the gains we’ve made or having to go backwards. In the meantime, I know there are people doing it really tough. The wage subsidy has made a difference, but we also want to make sure we’re doing more for people who might find themselves out of work too. That’s why this week we announced the Keep New Zealand Working package. It includes a new online tool for job seekers across New Zealand and the launch of 35 new employment centres, along with other employment service initiatives, all of which are aimed at helping Kiwis connect with employers. If you’re out of work at the moment, know someone who is, or maybe you’re an employer looking for new team members, I’d urge you to check it out: https://www.jobs-during-covid.workandincome.govt.nz/hello This is just one of a whole range of initiatives in the works. As always, I’ll keep you posted!

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Edição: Lílian Beraldo

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