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Internacional

Israel ordena que população deixe mais cidades ao sul do Líbano

Determinação abrange vilas que já estão quase vazias depois de ataques
Amina Ismail e Ahmed Tolba - Repórteres da Reuters*
Publicado em 12/10/2024 - 15:55
Beirute e Cairo
Local atacado em Beirute
 3/10/2024   REUTERS/Mohamed Azakir
© Reuters/Mohamed Azakir/Proibida reprodução
Reuters

O exército israelense ordenou que moradores de 23 vilas do sul do Líbano se dirijam para áreas ao norte do Rio Awali, que flui do Vale Bekaa ocidental para o Mediterrâneo.

A ordem, comunicada por meio de uma declaração militar, menciona vilas no sul do Líbano que foram alvos recentes de ataques israelenses, muitas das quais já estão quase vazias.

O exército israelense declarou que as evacuações eram necessárias para a segurança dos moradores devido ao aumento das atividades do Hezbollah, alegando que o grupo está usando locais para esconder armas e lançar ataques a Israel.

O Hezbollah nega esconder armas entre civis.

Outro membro da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Líbano foi atingido por tiros na sexta-feira (11), disse o organismo internacional em comunicado neste sábado (12), acrescentando que o homem agora estava estável após passar por uma cirurgia para remover a bala.

O comunicado também disse que sua posição na cidade de Ramyah, no sul do Líbano, sofreu danos significativos devido a explosões de bombardeios próximos, mas não especificou quem foi o responsável por cada ataque.

Dois soldados da paz da ONU foram feridos por um ataque israelense perto de sua torre de vigia no sul do Líbano na sexta-feira, atraindo condenações do órgão global e de várias nações.

O conflito entre Israel e o Hezbollah, que eclodiu há um ano quando o grupo apoiado pelo Irã começou a lançar foguetes no norte de Israel em apoio ao Hamas no início da guerra de Gaza, aumentou no mês passado.

Os ataques israelenses intensificados no sul do Líbano, no Vale do Bekaa e nos subúrbios ao sul de Beirute forçaram aproximadamente 1,2 milhão de pessoas a deixarem suas casas desde 23 de setembro, de acordo com o governo libanês.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários disse no sábado que mais libaneses foram deslocados do que durante a última grande guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006, quando cerca de 1 milhão fugiram de suas casas.

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