Manifestantes fazem ato na Candelária, no centro do Rio

Publicado em 15/03/2015 - 16:39 Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Centenas de manifestantes fazem um ato contra a corrupção, em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio. O protesto começou por volta das 15h e o grande número de pessoas forçou o bloqueio das duas pistas centrais da Avenida Presidente Vargas, além da confluência com a Avenida Rio Branco.

O protesto é pacífico e os policiais militares apenas acompanham de longe, sem intervir diretamente. Um carro de som serve de palco para os oradores, que se revezam ao microfone, com discursos criticando a corrupção no país e também o governo.

A maioria dos manifestantes está vestida com as cores verde e amarelo. Muitos levam bandeiras do Brasil. Além de gritarem slogans como "Brasil acima de tudo", os participantes também entoam canções militares, como Fibra de Herói, um dos hinos populares do Exército.

Alguns defendiam a ideia de intervenção militar, como o professor Marco Antônio Santos, que se identificou como membro da organização Nacional Democracia Integralista e defendeu a participação direta dos militares.

"[Queremos] a garantia constitucional do impeachment. Nosso objetivo é que o Brasil volte à normalidade. Os militares, neste momento, serão o nosso apoio para que isto aconteça. Porque do contrário, vai ser mais uma pizza. O que nós queremos aqui hoje é um país decente", disse o ativista.

Os militares estiveram no poder, no Brasil, por 21 anos. Hoje (15), há exatos 30 anos, José Sarney tomava posse como o primeiro presidente do regime democrático pós-ditadura, dando início ao período que ficou conhecido como Nova República. Também chamada de sexta República, o período foi marcado pela redemocratização política do Brasil, depois de mais de 20 anos de um governo caracterizado pela repressão política, que se iniciou com a deposição do presidente João Goulart em 1964. 

Em 1968, o então presidente Artur da Costa e Silva baixou o Ato Institucional 5, que dava plenos poderes ao presidente da República, tais como suspender e cassar mandatos, e suspendia garantias constitucionais como os direitos políticos dos cidadãos, além de decretar o recesso do Congresso Nacional. No período da ditadura militar, de 1964 a 1985, foram praticadas diversas violações de direitos humanos. Segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, pelo menos 434 pessoas foram mortas ou desapareceram por ação dos agentes da repressão. 

Edição: Fernando Fraga

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