Congresso nacional do PSOL defende candidatura de esquerda em 2018

Publicado em 06/12/2015 - 19:59 Por Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil - Brasília

O PSOL encerrou hoje (6) o congresso nacional feito em Luziânia (GO). O partido de esquerda, que faz oposição ao governo de Dilma Rousseff, aprovou resolução sobre a conjuntura nacional em que reconhece não ser uma alternativa realista de poder para 2018. Mesmo assim, o PSOL defende alianças e diz que é preciso apresentar uma candidatura de esquerda à Presidência. O documento diz ainda que as eleições municipais de 2016 serão importantes para o partido.

“Nosso problema é que ainda não temos no PSOL uma alternativa política com suficiente enraizamento das massas para que possamos nos colocar de forma realista como alternativa de poder. Mas devemos apontar, desde já, a necessidade de apresentar uma candidatura de oposição de esquerda em 2018. A disputa eleitoral de 2016 adquire um papel importantíssimo. É inegável o crescimento do PSOL como referência de esquerda, principalmente nas capitais”, diz a carta.

O partido defendeu a necessidade de fazer alianças com outros partidos que se colocam como oposição de esquerda e, citou como exemplos, o PSTU e o PCB. “Devemos também dialogar com setores mais à esquerda dos partidos da base do governo que estejam em contradição”, diz o documento, divulgado após os debates de sábado (5).

Neste domingo, foi reeleito o atual presidente nacional do PSOL, professor Luiz Araújo, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Araújo, da chapa PSOL Sem Medo, ficará à frente da direção do partido pelos próximos dois anos. 

Também no congresso, que durou três dias, representantes do partido referendaram na sexta-feira (4) nota do diretório nacional contrária ao processo de impeachment. Na nota, o PSOL questiona a legitimidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para iniciar o processo, pois ele foi denunciado como um dos beneficiários do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. O partido também afirma que as chamadas pedaladas fiscais não constituiriam motivo para o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

Edição: Fábio Massalli

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