Em churrasco, Maia recebe Bolsonaro, Toffoli e Alcolumbre

Com 13 ministros e parlamentares, pregaram união entre Poderes

Publicado em 16/03/2019 - 18:56 Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Em defesa do que chamou de “pacto de governabilidade”, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu neste sábado (16) o presidente Jair Bolsonaro, e os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-RJ) em um churrasco na sua residência oficial. Também participaram 13 ministros, parlamentares e o presidente do Banco Central, Roberto Castello Branco.

"Acho que [esse almoço] é um sinal importante de que nós estamos construindo um pacto pela governabilidade do Brasil. Governar o Brasil passa pelos três Poderes, cada com sua atribuição", afirmou Maia. O almoço começou por volta das 13h e terminou um pouco antes das 16h.

O presidente Jair Bolsonaro saiu pouco depois das 16h. De acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, em um breve discurso durante o almoço, o presidente defendeu a harmonia e união entre os Poderes e disse que não se governa sozinho.

"Ele [presidente Jair Bolsonaro] disse da importância da união de todos os poderes, todas autoridades, para fazer o Brasil continuar o seu caminho de desenvolvimento. Um almoço desse aproxima as pessoas", afirmou Santos Cruz.

Apos Almoço com o Presidente Jair Bolsonaro,O Ministro da Casa Civil da Presidencia da Republica Onyx Lorezone e o Presidente da Camara dos Deputados Rodrigo Maia Falam com a Imprensa.
Almoço na residência oficial do presidente da Câmara reúne o presidente Jair Bolsonaro, ministros e parlamentares  - Antonio Cruz/ Agência Brasil

Relatos

Segundo relatos de participantes do churrasco, não houve discussões de temas específicos, mas menção à reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso Nacional. "Nós não tratamos de questões pontuais, o que tratamos ao longo de todo o almoço foi exatamente essa decisão dos três Poderes de ter canais de diálogo permanentes", afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzonzi.

Para Onyx, o almoço foi um momento histórico e ajuda a construir uma ponte de entendimento entre as principais autoridades da República. "O Brasil precisa sair do conflito, precisa que as autoridades máximas do país saibam sentar à mesa, dialogar e, principalmente, possam se debruçar sobre os problemas do cotidiano do Brasil, com o objetivo de fazer com que a vida das pessoas seja melhor aqui no país", disse.

Após almoço com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fala com a imprensa
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, concede entrevista coletiva após almoço na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Antonio Cruz/ Agência Brasil

"Como foi um almoço de confraternização, falava-se de tudo, e o foco, no final, foi selar com a união de todos os três poderes em prol do Brasil", resumiu o senador Marcos do Val (PPS-ES).

Tensões 

O almoço ocorre no momento de articulação para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Senado Federal, com o objetivo de investigar o Poder Judiciário, pedidos de impeachment de ministros do STF e críticas à Suprema Corte.

Questionado sobre o assunto, o presidente da Câmara defendeu respeito à independência dos Poderes e criticou as ameaças recentes contra integrantes do STF e contra o próprio Poder Judiciário.

"Esse respeito entre os Poderes é muito importante. Não foi o que a gente viu, nas últimas semanas, principalmente em relação ao Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave e acho que muito importante que mesmo tendo divergência em qualquer decisão, a gente respeite a decisão dos Poderes, principalmente um Poder que tem a atribuição, como é a do Supremo, de guardar a nossa Constituição", afirmou Maia.

 

Após almoço com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fala com a imprensa
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) concede entrevista coletiva após almoço,  por Antonio Cruz/ Agência Brasil

Edição: Renata Giraldi

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