Acnur cria site para acesso à educação de jovens refugiados no Brasil

Publicado em 18/10/2021 - 21:05 Por Victor Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

Neste momento, mais de 82 milhões de pessoas estão em deslocamento forçado em todo o mundo. São vítimas de perseguição religiosa, política, étnica ou de nacionalidade, que precisaram deixar suas próprias casas. Desse total, pelo menos 26 milhões foram obrigadas a mudar de país. Metade desses refugiados são crianças ou adolescentes. 

Os números são do Acnur, Agência da ONU para os Refugiados. Devido à grande quantidade de jovens, um tema que chama muita atenção da entidade é o acesso à educação. Por isso, uma parceria da Acnur com o governo brasileiro colocou no ar nesta segunda-feira (18) uma página na internet dedicada ao assunto. 

O representante da entidade internacional aqui no Brasil, Jose Egas, resumiu que a iniciativa busca acolher esses jovens.  Segundo ele, a sala de aula e a escola podem ser espaços seguros para as crianças serem acolhidas e terem oportunidades com todos os seus direitos aqui no Brasil.

Ainda de acordo com o Acnur, o acesso à educação reduz com o aumento da faixa etária. Entre as crianças refugiadas, 77% estão matriculadas até o quinto ano do ensino fundamental. Do sexto ano até o ensino médio, o índice cai para 34%. Entre os motivos que explicam isso estão as barreiras burocráticas, sociais, econômicas, culturais ou linguísticas. 

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, destacou que o acesso ao ensino é um direito humano e previsto na Constituição Federal. 

A Lei de Migração brasileira assegura que crianças e adolescentes refugiados possam se matricular nas escolas, mesmo aqueles que não tenham todos os documentos necessários. O entendimento é que eles estão muito vulneráveis. 

O diretor substituto do Departamento de Migrações do Ministério da Justiça, Flávio Diniz, chamou atenção para o papel dos jovens como multiplicadores do conhecimento. Segundo ele, o conhecimento das crianças influencia a transmissão de saberes para os seus pais.

A página lançada nessa segunda (18) apresenta um guia para a educação de jovens refugiados e traz diferentes materiais para auxiliar o ensino, inclusive em vídeo. O endereço é educacaopararefugiados.com.br

Edição: Sheily Noleto / Guilherme Strozi

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