População negra gasta mais tempo para chegar ao trabalho que a branca

Publicado em 11/12/2014 - 20:06 Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil - Brasília

A maior parte da população brasileira leva até 30 minutos para chegar ao trabalho e um minoria gasta mais de uma hora nesse deslocamento. Os maiores percentuais entre os que levam até mais de duas horas de casa ao trabalho são registrados nas áreas urbanas e entre a população negra, revela o Sistema Nacional de Indicadores em Direitos Humanos, cuja primeira divulgação foi feita hoje (11) pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Os dados foram coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e objetivam a criação de indicadores que contribuam para a efetividade de políticas públicas destinadas à garantia de direitos humanos.

Segundo o levantamento, 66,2% da população levam até 30 minutos no trajeto de casa para o local de trabalho; 23,1% gastam de 30 minutos a uma hora; 8,4%, de uma a duas horas e 2,2%, mais de duas horas. Os percentuais têm se mantido praticamente constantes desde 2004.

A Região Sudeste registra os maiores tempos de deslocamento. Conforme os dados, 59,4% levam até 30 minutos, 26,5%, de 30 minutos a uma hora, 11,1% entre uma e duas horas e, 2,9%, mais de duas horas. No Sul, 76,7% levam até 30 minutos, 18,1% de 30 minutos a uma hora, 4,3% entre uma e duas horas e 0,9% mais de duas horas.

As pessoas que vivem nas cidades sofrem mais com o deslocamento. Dessas, 8,8% levam de uma a duas horas e 2,3% mais de duas horas para chegar ao trabalho. No campo, apenas 4,4% gastam de uma a duas horas e 1,6%, mais de duas horas.

O levantamento também mostra diferenças entre negros e brancos. Da população negra, 9,2% gastam entre uma e duas horas e 2,4% mais de duas horas para chegar ao trabalho. Entre os brancos, os percentuais são, respectivamente, 7,7% e 2%.

Os dados fazem parte do Sistema Nacional de Indicadores em Direitos Humanos e objetivam monitorar e mensurar a realização progressiva dos direitos humanos no Brasil. Está prevista para os próximos meses a divulgação de estudos referentes à alimentação adequada, educação e participação em assuntos públicos, entre outros direitos.

Edição: Armando Cardoso

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