CNI vê a economia em crescimento moderado e estima PIB de 1,1% este ano

Publicado em 14/12/2017 - 13:04 Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Pesquisa da CNI aponta estabilidade na produção industrial (Foto Arquivo - Agência Brasil)

Estudo da CNI aponta crescimento moderado da economia (Arquivo - Agência Brasil)

A economia brasileira retoma o crescimento, mas em ritmo moderado, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A estimativa é de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país), em 2017, de 1,1% e uma inflação de 2,9%. A expansão da indústria fechará o ano em 0,2%, após três anos de queda, quando acumulou uma retração de 10,9%.

As projeções estão na edição especial do Informe Conjuntural - Economia Brasileira, com um balanço do desempenho da indústria e da economia brasileira em 2017 e previsões para 2018, divulgado hoje (14). A estimativa de crescimento do PIB para este ano aumentou. O informe anterior, de outubro, previa um crescimento de 0,7%. A CNI reduziu, no entanto, a estimativa de crescimento da indústria, que era de 0,8% para 0,2%.

O estudo aponta para a necessidade da retomada do investimento no país, tido pela CNI como fundamental para o novo ciclo de crescimento. A estimativa é que o investimento fechará 2017 com retração de 2,1%, a quarta queda anual consecutiva.

“A continuidade desse crescimento observado, para continuar em 2018, depende da retomada do investimento”, disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, que defende que esse investimento deve vir principalmente do setor privado. “O setor público não tem capacidade para arcar com aumento significativo e necessário para alavancar esse investimento”.

Consumo das famílias

Com a queda da inflação, o consumo das famílias crescerá 1,3% este ano, segundo a CNI. “O consumo reativou e essa reação, já arrasta a economia para lado positivo do crescimento. A recessão atingiu o consumo das famílias de forma como nunca tinha sido atingido”, disse Castelo Branco.

Já o desemprego fica em 12,8%. “O desemprego ainda se encontra em um patamar elevado, mas sinais de enfraquecimento do problema do mercado de trabalho levam à expectativa que vamos ter uma contribuição positiva da reativação do mercado de trabalho”, avaliou Castelo Branco.

Com os dados, a avaliação da CNI é de que a economia brasileira saiu “da recessão mais profunda da sua história”.

Projeções

Em 2018, o crescimento estimado do PIB é de 2,6% e da indústria, de 3%. A previsão é que os investimentos aumentem em 4%. O consumo das famílias deverá crescer 2,8%. As projeções levam em consideração a aprovação da reforma da Previdência, em discussão no Congresso Nacional. “Se não aprova a reforma, o receio dos empresários é de os governos não conseguirem fechar a contas e, com isso, começam a não acreditar novamente que o país será capaz de crescer”, disse o presidente da CNI, Robson Andrade.

O desemprego cairá para 11,8% e a inflação fechará o ano em 4,4%, segundo a CNI. A estimativa é que a taxa básica de juros, a Selic, chegue ao fim de 2018 em 6,75% ao ano, hoje em 7% ao ano. Já a balança comercial deverá alcançar US$ 54 bilhões, com US$ 228 bilhões em exportações e US$ 174 bilhões em importações.

De acordo com a CNI, as eleições de 2018 terão impacto econômico. A confederação defende que é necessário o compromisso com a continuidade das reformas para consolidar o processo de recuperação econômica.

 

Edição: Fernando Fraga

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