Agência Brasil explica: o que acontece após a confirmação do voto

Urna eletrônica não é conectada à internet

Publicado em 27/11/2020 - 05:55 Por Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil - Brasília

O Brasil vota por meio da urna eletrônica desde 1996 e, desde então, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atesta a segurança e inviolabilidade desse método de votação. Mas você sabe exatamente o que acontece após confirmar o seu voto e deixar a seção eleitoral? Com base nas informações do TSE, a Agência Brasil explica pra você.

A “zerésima”

No dia da eleição, antes mesmo de os eleitores começarem a votar, os mesários imprimem a “zerésima”. Trata-se de um comprovante de que não há nenhum voto na urna. Esse procedimento é acompanhado por fiscais dos partidos. Em seguida, a urna é lacrada, para que tenha início o processo de votação.

Voto embaralhado


TSE - Tribunal Superior Eleitoral
Urna eletrônica
Urna eletrônica - Antonio Augusto/Ascom/TSE

Assim que o eleitor aperta o botão verde, o “confirma”, seu voto é mandado para uma tabela, onde é embaralhado junto com os demais. Segundo o TSE, esse procedimento dificulta ainda mais caso alguém tente descobrir em quais candidatos o eleitor votou. A urna eletrônica não é conectada à internet.

Todos os votos registrados ficam salvos em duas memórias, uma interna e outra externa. Com isso, caso a urna precise ser trocada durante o dia, os votos já armazenados continuam preservados. Ao final, com o encerramento da votação, os votos são apurados. É gerado o Boletim de Urna (BU). O BU é um extrato dos votos registrados para cada candidato/legenda, contendo também os votos nulos e brancos, além da seção eleitoral daquela urna e quantos eleitores votaram, embora não haja registro associando o eleitor ao voto.

Transmissão

Uma versão digital do BU é levada a um centro de transmissão, que pode ser no próprio cartório eleitoral, no local de votação ou na sede dos tribunais regionais eleitorais (TREs). Essa etapa também contém mecanismos de segurança, uma vez que o BU é criptografado e só pode ser lido pelo Sistema de Totalização da Justiça Eleitoral. Os votos são transmitidos por um canal exclusivo e protegido, e só a Justiça Eleitoral tem acesso.

Nas eleições anteriores, os votos foram totalizados nos TREs. Este ano, porém, a contagem e a soma dos votos foram feitas, de forma centralizada, no TSE.

Versões impressas do BU são afixadas nas seções eleitorais e entregues aos fiscais dos partidos. O boletim também é divulgado na internet, para dar publicidade ao resultado. A partir da confirmação do voto, todo o processo de apuração é digital e criptografado, não havendo intervenção humana.

Mais de 147,9 milhões de eleitores estavam aptos a participar do primeiro turno das eleições municipais deste ano. Cerca de 113 milhões exerceram o direito ao voto no último dia 15. Em 57 cidades do país haverá segundo turno para o cargo de prefeito.

Edição: Graça Adjuto

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