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Mutirão carcerário analisará milhares de casos de presos provisórios no Rio

Vladimir Platonow -Repórter da Agência Brasil
Publicado em 06/05/2014 - 17:40
Rio de Janeiro

As cadeias e os presídios do estado do Rio abrigam de 14.000 a 14.500 presos provisórios, pessoas presas por decisão judicial, mas que ainda aguardam julgamento. A estimativa é da juíza Adriana Lopes Moutinho, da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, coordenadora do mutirão carcerário iniciado ontem (5) e com encerramento marcado para o próximo dia 16.

O objetivo é reavaliar a manutenção do réu preso. A iniciativa abrange varas criminais, inclusive juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher, juizados especiais criminais e Auditoria Militar.

“Nesses dez dias úteis, todos os magistrados com competência criminal reanalisarão a necessidade da manutenção de cada prisão provisória efetivada, decidindo por mantê-la ou por conceder a liberdade”, explicou a juíza, por e-mail.

De acordo com a magistrada, a expectativa é que milhares de casos sejam reavaliados durante o mutirão. A iniciativa é feita todos os anos, em cumprimento à resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.