Kiev lida com falta de energia em meio a neve e temores de ataques


A neve começou a cair em Kiev e as temperaturas giraram em torno de zero neste domingo (27), enquanto milhões de pessoas dentro e ao redor da capital ucraniana precisam lidar com interrupções no fornecimento de eletricidade e aquecimento causadas por ondas de ataques aéreos russos.
O clima frio está aumentando gradualmente a necessidade de energia elétrica por parte dos consumidores, mesmo com os trabalhadores correndo para consertar instalações de energia destruídas, disse a operadora de rede Ukrenergo.
Os produtores de eletricidade ainda não conseguiram retomar o fornecimento total de energia após os ataques de mísseis russos na quarta-feira (23) e não têm escolha a não ser economizar energia impondo apagões, afirmou a operadora.
“O regime de restrição de consumo ainda está em vigor devido a um déficit de capacidade, que atualmente está em torno de 20%”, disse a Ukrenergo via Telegram.
Moscou teve como alvo a infraestrutura vital da Ucrânia nas últimas semanas por meio de ondas de ataques aéreos que provocaram blecautes generalizados e mataram civis. Novos ataques na quarta-feira causaram os piores danos até agora no conflito, deixando milhões de pessoas sem luz, água ou aquecimento, com a temperatura caindo abaixo de 0 graus Celsius.
David Arakhamiya, líder do partido do presidente Volodymyr Zelenskiy, previu que a Rússia realizará novos ataques alvejando a infraestrutura ucraniana na próxima semana e disse que o período pode ser "realmente difícil".
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
