Cinco policiais morrem em Dallas durante manifestação contra a violência

Publicado em 08/07/2016 - 06:06 Por José Romildo – Correspondente da Agência Brasil - Estados Unidos

Dallas, nos Estados Unidos, onde 11 policiais foram baleados (cinco morreram) durante uma manifestação, que ocorria pacificamente, contra a morte de dois norte-americanos negros baleados por policiais brancos

Esquina da Ross Avenue com a Griffin Street na cidade de Dallas, nos Estados Unidos, onde 11 policiais foram baleados (cinco morreram) durante uma manifestação, que ocorria pacificamente, contra a morte de dois norte-americanos negros baleados por policiais brancosRalph Lauer/Agência Lusa

Pelo menos cinco policiais foram mortos em uma manifestação, ontem (7) à noite, nas ruas da cidade de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos. No total, 11 policiais foram baleados. Segundo relatos de testemunhas, a manifestação estava sendo feita de forma pacífica e visava a protestar contra a ação da polícia que, anteriormente, nos estados de Minnesota e Louisiana, atirou e matou duas pessoas de cor negra. Segundo testemunhas, os suspeitos aparentemente  não faziam parte da manifestação de Dallas e atiraram intencionalmente nos policiais que acompanhavam os protestos.

Três pessoas foram presas e um quarto suspeito estava sendo procurado na madrugada de hoje (8), depois de trocar tiros com policiais.

O chefe de polícia de Dallas, David Brown, descreveu a ação dos atiradores como de "estilo emboscada". Em entrevista, no fim da noite, David Brown disse: "Acreditamos que esses suspeitos foram se colocando de forma triangular sobre policiais de duas posições diferentes em garagens no centro da cidade". De acordo com o chefe da polícia, os atiradores "estavam planejando ferir e matar tantos policiais quanto pudessem". Alguns agentes foram feridos nas costas.

Dezenas de pessoas que participavam da manifestação, interrompida pela ação de atiradores contra policiais, ficaram retidas no centro de Dallas: elas não puderam sair do local porque o serviço de transporte coletivo foi interrompido para permitir que a polícia tentasse prender suspeitos.

Emergência do Baylor Scott & White Hospital, em Dallas, para onde foram levados os 11 policiais baleados, durante uma manifestação, que ocorria pacificamente, contra a morte de dois norte-americanos negros baleados p

Emergência do Baylor Scott & White Hospital, em Dallas, para onde foram levados os 11 policiais baleados, durante uma manifestação, que ocorria pacificamente, contra a morte de dois norte-americanos negros baleados por policiais brancosRalph Lauer/Agência Lusa

Causas

O tiroteio em Dallas teve início às 20h45, quando centenas de pessoas se reuniram no centro da cidade para protestar contra a morte de dois negros, em ações executadas por policiais brancos, em duas cidades: em Baton Rouge, Louisiana, terça-feira (5), que resultou na morte de Alton Sterling; e em Saint  Paul, Minnesota, quarta-feira (6), que provocou a morte de Philando Castile. Os dois episódios tiveram ampla repercussão no país porque foram filmados por aparelho celular e colocados no Facebook.

O que causou mais impacto foi o vídeo em que a namorada de Castile, Lavish Reynolds, registrou os momentos que se seguiram a disparos da polícia. No vídeo, Lavish Reynolds aparece sentada no banco do passageiro de um veículo com o namorado, ainda vivo, no assento do motorista e com uma camisa branca manchada de sangue. A filha de Lavish, de 4 anos, também estava no carro.

Em Chicago, manifestantes interromperam ontem um trecho da via Dan Ryan, uma das principais da cidade. Em Nova York, centenas de manifestantes bloquearam o tráfego na Times Square, no coração de Manhattan, entoando a palavra de ordem "mãos para cima, não atire". Devido às manifestações, mais de dez pessoas foram presas.

Edição: Graça Adjuto

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