Biden anuncia novas sanções contra Rússia após dois anos de guerra

País busca aumentar pressão sobre Moscou com mais de 500 medidas

Publicado em 23/02/2024 - 09:41 Por Daphne Psaledakis - Repórter da Reuters* - Washington

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (23) que Washington emitirá mais de 500 novas sanções contra a Rússia, à medida que seu país busca aumentar a pressão sobre Moscou para marcar o segundo ano da guerra na Ucrânia.

Os Estados Unidos também imporão novas restrições de exportação a quase 100 entidades por fornecerem apoio à Rússia e tomarão medidas para reduzir ainda mais as receitas de energia russas, disse Biden em comunicado.

As medidas buscam responsabilizar a Rússia pela guerra e pela morte do líder oposicionista Alexei Navalny, afirmou Biden, enquanto Washington procura continuar a apoiar a Ucrânia, que está enfrentando escassez aguda de munição e vê a ajuda militar dos EUA sendo adiada por meses no Congresso.

"Elas garantirão que Putin pague um preço ainda mais alto por sua agressão no exterior e repressão em casa", disse Biden sobre as sanções.

As medidas de hoje terão como alvo indivíduos ligados à prisão de Navalny, bem como o setor financeiro da Rússia, a base industrial de defesa, redes de compras e evasores de sanções em vários continentes, segundo o presidente norte-americano.

As sanções são as mais recentes de milhares de alvos anunciados pelos Estados Unidos e seus aliados após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022, que matou dezenas de milhares de pessoas e destruiu cidades.

"Após dois anos de guerra, o povo da Ucrânia continua lutando com tremenda coragem. Mas eles estão ficando sem munição. A Ucrânia precisa de mais suprimentos dos Estados Unidos para manter a linha contra os ataques implacáveis da Rússia, que são possibilitados por armas e munições do Irã e da Coreia do Norte", disse Biden.

"É por isso que a Câmara dos Deputados precisa aprovar o projeto de lei suplementar de segurança nacional bipartidário, antes que seja tarde demais", acrescentou.

*(Reportagem adicional de Mrinmay Dey)

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