Ministério da Saúde tem reunião com representantes de duas vacinas

Venda da Covaxin e da Sputnik V para o Brasil está em negociação

Publicado em 05/02/2021 - 19:45 Por Victor Ribeiro - Brasília

O Ministério da Saúde recebeu nesta sexta-feira os representantes no Brasil de duas vacinas que ainda não tiveram autorização para fazer uso emergencial no país. As reuniões foram com os executivos da União Química, que representam a vacina Sputnik V, do instituto russo Gamaleya; e com a Precisa Medicamentos, que apresentou informações sobre a Covaxin, da farmacêutica indiana Bharat Biotech.

Também nesta sexta, o ministro Eduardo Pazuello participou de um evento na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. No discurso, ele afirmou que, além da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca, o ministério tem interesse em outras vacinas. A expectativa é que esses outros imunizantes entreguem 30 milhões de doses até o fim do mês que vem.

O ministro destacou que, em todos os casos, a autorização da Anvisa é indispensável.

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira a medida provisória sobre a adesão do Brasil ao consórcio internacional de vacinas Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde. Mas os parlamentares alteraram o texto para dispensar a assinatura de termo de compromisso para quem vai ser vacinado e a exigência de testes de fase 3, com voluntários, no país.

Os parlamentares também reduziram para cinco dias o prazo para a Anvisa analisar os pedidos de uso emergencial de vacinas. Até agora, esse prazo é de até 10 para os imunizantes pesquisados no Brasil e até 30 dias para os demais.

Logo após a aprovação desse texto, o presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais, ao lado do diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres. Bolsonaro perguntou como a agência reguladora faria para lidar com a redução drástica de prazos.

Barra Torres respondeu que a Anvisa já trabalha o mais rápido possível, com o cuidado de garantir a segurança das vacinas.

Na semana que vem tem reunião da diretoria colegiada da Anvisa. Na pauta está a possibilidade de liberar automaticamente todas as vacinas que cheguem ao país por meio do consórcio Covax Facility.

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