Caso Genivaldo: MPF quer pena maior para ex-agentes da PRF
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso pedindo o aumento das penas dos ex-policiais condenados pelo homicídio de Genivaldo de Jesus Santos.
Para o MPF, o crime praticado pelos ex-policiais foi de extrema gravidade, com desprezo pela dignidade humana e feito por pessoas que tinham o dever legal de proteger a vítima. O Ministério Público também chamou a atenção para a vulnerabilidade de Genivaldo, que era uma pessoa com deficiência mental e não oferecia riscos aos policiais durante a abordagem.
Em dezembro de 2024, o ex-policial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Paulo Rodolpho Nascimento foi condenado pelo Tribunal do Júri a 28 anos de prisão. Já os ex-policiais William Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas foram sentenciados a penas de 23 anos.
O Ministério Público pede que Paulo Rodolpho cumpra 30 anos de reclusão e Willian e Kleber tenham as penas aumentadas para 25 anos.
O crime aconteceu em 2022, quando Genivaldo (38) foi parado pelos então agentes da PRF em uma rodovia na cidade de Umbaúba (SE). Durante a abordagem, ele foi trancado no porta-malas da viatura, que foi utilizado como uma espécie de câmara de gás, sendo torturado durante vários minutos. Devido à ação, Genivaldo morreu por asfixia e insuficiência respiratória.
Em 2023, os três acusados foram demitidos da PRF, após recomendação da corregedoria da corporação. Eles estão presos desde 2022.





